Aproveitando o "lanço" não posso deixar passar e justificar a minha ausência: preguiça, esta foi a razão!
Pelo meio fui mãe de uma menina linda, terminei uma fase marcante a nível profissional.
Portanto, se a preguiça não voltar a tomar conta de mim, terei muitas coisas para vos contar do que fui guardando no meu sótão.
Até um dia destes!
Quando penso em sótão penso em memórias, em lembranças, em objectos que marcaram alguma fase da nossa vida. Este será o meu sótão, em que vou partilhar o que já lá está guardado e o que vou guardar nos próximos tempos...
sábado, 20 de março de 2010
Para o meu Pai
Ontem foi o teu dia pai!
Da minha boca não saem palavras de grande sentimentalismo porque sei que não as consigo pronunciar sem emoção e sinto a voz a fraquejar mal penso em dizer o quanto és importante para mim e que és o melhor pai do mundo.
O teu jeito recatado de quem aprecia o mundo para dentro faz-me tentar ser mais ponderada, o teu humor inesperado faz-me saborear cada gargalhada, os teus princípios fazem-me sentir agradecida por ter aprendido tanto contigo.
Estás sempre por perto, dás o teu melhor para que eu me saia sempre bem,sacrificaste muitos sonhos para que eu possa sonhar mais alto.
Ao pé de ti sinto-me forte, protegida, amada.
És o meu modelo, és o meu herói.
Um dia, se calhar perto ou longe, a voz não fraquejará e o que sinto vou dizer-te porque quero que o saibas, porque nada deve ficar por dizer. Para já, deixo guardado no meu sótão e espero que o "leias" cada vez que olho para ti.
Amo-te muito meu pai.
Da minha boca não saem palavras de grande sentimentalismo porque sei que não as consigo pronunciar sem emoção e sinto a voz a fraquejar mal penso em dizer o quanto és importante para mim e que és o melhor pai do mundo.
O teu jeito recatado de quem aprecia o mundo para dentro faz-me tentar ser mais ponderada, o teu humor inesperado faz-me saborear cada gargalhada, os teus princípios fazem-me sentir agradecida por ter aprendido tanto contigo.
Estás sempre por perto, dás o teu melhor para que eu me saia sempre bem,sacrificaste muitos sonhos para que eu possa sonhar mais alto.
Ao pé de ti sinto-me forte, protegida, amada.
És o meu modelo, és o meu herói.
Um dia, se calhar perto ou longe, a voz não fraquejará e o que sinto vou dizer-te porque quero que o saibas, porque nada deve ficar por dizer. Para já, deixo guardado no meu sótão e espero que o "leias" cada vez que olho para ti.
Amo-te muito meu pai.
sábado, 24 de janeiro de 2009
Carta ao meu Bebé
Tenho andado afastada de partilhar os meus tesouros.
Por preguiça, por uma fase mais sombria, contagiada pelo Inverno, por qualquer desculpa que se possa escrever!
Hoje também não vim ao computador para acrescentar este post, confesso que vim, inesperadamente, emocionar-me com a actuação dos U2 no concerto em homenagem a Barack Obama (quando me entender com as técnicas do blog, colocarei o vídeo que é mais um tesouro). Mas, como nestas últimas 10 semanas ganhei inspiração para ver a vida de outra forma (e até o Inverno!) não resisti a colocar no meu sotão o maior tesouro que virei a ter na vida.
Vou ser mãe!
E hoje não preciso dizer muito mais...
Um destes dias, nas minhas repetitivas incursões por sites que falam de temas variados como bebés e gravidezes :-) encontrei, no site da dodot, um texto chamado "Carta ao meu bebé", que me parece ser uma boa forma de dar as boas vindas a esta nova vida.
Aqui fica mais um tesouro:
Por preguiça, por uma fase mais sombria, contagiada pelo Inverno, por qualquer desculpa que se possa escrever!
Hoje também não vim ao computador para acrescentar este post, confesso que vim, inesperadamente, emocionar-me com a actuação dos U2 no concerto em homenagem a Barack Obama (quando me entender com as técnicas do blog, colocarei o vídeo que é mais um tesouro). Mas, como nestas últimas 10 semanas ganhei inspiração para ver a vida de outra forma (e até o Inverno!) não resisti a colocar no meu sotão o maior tesouro que virei a ter na vida.
Vou ser mãe!
E hoje não preciso dizer muito mais...
Um destes dias, nas minhas repetitivas incursões por sites que falam de temas variados como bebés e gravidezes :-) encontrei, no site da dodot, um texto chamado "Carta ao meu bebé", que me parece ser uma boa forma de dar as boas vindas a esta nova vida.
Aqui fica mais um tesouro:
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Realismo!
Dos muitos mails em powerpoint que me enviam, recebi um que me ficou na retina e decidi guardá-lo no sótão.São imagens da obra de um escultor australiano chamado Ron Mueck.
Sou completamente leiga no que toca a arte e o meu conhecimento é apenas ao "nível do utilizador" mas fiquei impressionada com o realismo das esculturas e o pormenor.
Na internet conseguimos encontrar várias imagens da sua obra, e aqui fica uma das que mais me impressionou. Intitula-se "pregnant woman" e é difícil acreditar que se trata de uma escultura!
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Rumores
Correm notícias na internet de que os U2 vão fazer uma tourné no próximo ano, e que Portugal estará na agenda.
A ser verdade, é música para os meus ouvidos!
Sou fã dos U2. Na última vez que estiveram cá, com a Vertigo Tour, passei 22 horas na fila para conseguir o bilhete mágico.
Para mim, valeu a pena cada hora, a noite sem dormir, o frio, só para ter no meu "sotão" o concerto em alvalade (esta é mais uma prova do quanto gosto dos U2, ir a alvalade!).
Para já são rumores, mas a ser verdade, e ainda com a hipótese do concerto se realizar no estádio do dragão, só uma coisa me fará não estar lá...
Bono if you read this post before scheduling the tour, please remember me and my friends!
A ser verdade, é música para os meus ouvidos!
Sou fã dos U2. Na última vez que estiveram cá, com a Vertigo Tour, passei 22 horas na fila para conseguir o bilhete mágico.
Para mim, valeu a pena cada hora, a noite sem dormir, o frio, só para ter no meu "sotão" o concerto em alvalade (esta é mais uma prova do quanto gosto dos U2, ir a alvalade!).
Para já são rumores, mas a ser verdade, e ainda com a hipótese do concerto se realizar no estádio do dragão, só uma coisa me fará não estar lá...
Bono if you read this post before scheduling the tour, please remember me and my friends!
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Citações
Um destes dias deu-me para colocar no google a palavra "citações" (influências da serie "Mentes Criminosas" que começa e termina sempre com uma citação) e fui dar a um site muito curioso e útil para quem quiser impressionar com um pseudo intelectualismo (como eu agora mas com uma palavra cara!) numa conversa, ou num engate. Tem citações para todos os gostos.
Confesso que os temas que procurei foram a amizade (para plagiar uma dedicatória bem catita para os postais de aniversário) e o Amor (para rebuscar o meu lado lamechas de adolescente que tinha bloquinhos de cheiro com coisas giras para escrever aos namoricos).
No meio da minha actividade exploradora, e na tentação de tirar alguns apontamentos, encontrei uma citação que me deixou a pensar:
"Amei e fui amado; tal basta para o meu túmulo"
Autor: Lamartine , Alphonse de
Não conheço o senhor dono desta frase, mas acho-o um sortudo! Haverá bem maior do que poder eternizar uma frase tão pequena mas tão grande em conteúdo?
Acho que nos podemos realizar de várias formas durante a vida, mas sentirmo-nos realizados no Amor, considerar que o que fica desta vida é que amamos e fomos amados, considero um privilégio e tenho pena que nem todos possam levar consigo esta riqueza.
Eu ainda sou uma rapariga nova (e enxuta!) e já me senti desgraçada por achar que era o fim e, se a vida tivesse banda sonora, tinha a Amália Rodrigues atrás de mim dias a fio! Mas também já "pus" a Amália em algumas vidas...
No entanto, mesmo quem passou e andou faz parte do que sou, e ajudarão a fazer sentido à última parte da citação!
Para a primeira parte, não é difícil quando na minha vida existem pessoas tão especiais e que tornam o sentimento "tão natural como a minha sede" (tomem lá mais uma para as notas!)
P.S.1 - Este post foi escrito ao som da música "Bleeding Love" da Leona Lewis (tirem as ilações que entenderem!)
P.S.2 - Para os mais curiosos: www.citador.pt
Confesso que os temas que procurei foram a amizade (para plagiar uma dedicatória bem catita para os postais de aniversário) e o Amor (para rebuscar o meu lado lamechas de adolescente que tinha bloquinhos de cheiro com coisas giras para escrever aos namoricos).
No meio da minha actividade exploradora, e na tentação de tirar alguns apontamentos, encontrei uma citação que me deixou a pensar:
"Amei e fui amado; tal basta para o meu túmulo"
Autor: Lamartine , Alphonse de
Não conheço o senhor dono desta frase, mas acho-o um sortudo! Haverá bem maior do que poder eternizar uma frase tão pequena mas tão grande em conteúdo?
Acho que nos podemos realizar de várias formas durante a vida, mas sentirmo-nos realizados no Amor, considerar que o que fica desta vida é que amamos e fomos amados, considero um privilégio e tenho pena que nem todos possam levar consigo esta riqueza.
Eu ainda sou uma rapariga nova (e enxuta!) e já me senti desgraçada por achar que era o fim e, se a vida tivesse banda sonora, tinha a Amália Rodrigues atrás de mim dias a fio! Mas também já "pus" a Amália em algumas vidas...
No entanto, mesmo quem passou e andou faz parte do que sou, e ajudarão a fazer sentido à última parte da citação!
Para a primeira parte, não é difícil quando na minha vida existem pessoas tão especiais e que tornam o sentimento "tão natural como a minha sede" (tomem lá mais uma para as notas!)
P.S.1 - Este post foi escrito ao som da música "Bleeding Love" da Leona Lewis (tirem as ilações que entenderem!)
P.S.2 - Para os mais curiosos: www.citador.pt
sábado, 23 de agosto de 2008
A minha avó Linda.
Hoje não é um bom dia.
Há cinco anos atrás a minha avó Olinda partiu.
A minha avó era muito bonita, tinha uns olhos castanho-escuros e umas pestanas grandes. Os seus olhos eram o espelho da sua alma. Usava o cabelo num "pucho" e tinha sempre a travessa que servia de pente para andar sempre arranjada.
Era uma pessoa que sempre foi habituada a trabalho duro e Vila-Chã era o seu mundo. Até para ir ao café na freguesia, quando se juntava a família, raramente nos acompanhava. Dizia que não ia ao café por um bocadinho de líquido numa chávena! Nunca foi mulher de expressar sentimentos, mas podíamos perceber o amor que nos tinha.
Comecei a sentir-me chegada a ela já na idade adulta pois, embora estivesse com ela frequentemente, como só a via de visita, não tínhamos uma relação muito próxima. Não me lembro quando nos aproximamos, mas lembro-me das nossas idas ao feira nova, das nossas conversas e dos seus desabafos, das idas à santa casa para mais um exame.
O primeiro momento de cumplicidade que me recordo foi num dia 1 de Novembro em que, no final das castanhas, fomos dar a tradicional volta ao cemitério (só eu e ela) e encontramos uma senhora, que nos perseguiu o tempo todo com um discurso repetitivo e começava sempre com "ó Sra. Ólinda"! A minha avó e eu bem tentávamos despistar a senhora mas, persistência não lhe faltava, e acabamos por nos render. Eu rendi-me às gargalhadas da minha avó que nunca mais se repetiram, ao pé de mim, daquela forma. Foi um óptimo momento com a minha avó Linda...
Tenho saudades do seu leite-creme, que "não tinha nada que saber" mas ninguém o faz como ela, e tenho saudades das suas batatas cozidas com grelos e chouriça farinheira, que costumo fazer à procura daquele sabor e não o encontro.
No meu aniversário, a menina mais especial na minha vida, a Sara Luís, ofereceu-me de presente um tesouro em forma de livro!
O livro é do autor/ilustrador Luís Silva e intitula-se "O livro da avó".
É uma pequena história sobre uma avó, a do autor, mas que em muito se assemelha à minha, embora a minha avó tenha sido a melhor do mundo.
Já começam a passar muitos anos e muitas vezes me apetece gritar bem alto:
"Avó Linda, fazes-me falta."
Há cinco anos atrás a minha avó Olinda partiu.
A minha avó era muito bonita, tinha uns olhos castanho-escuros e umas pestanas grandes. Os seus olhos eram o espelho da sua alma. Usava o cabelo num "pucho" e tinha sempre a travessa que servia de pente para andar sempre arranjada.
Era uma pessoa que sempre foi habituada a trabalho duro e Vila-Chã era o seu mundo. Até para ir ao café na freguesia, quando se juntava a família, raramente nos acompanhava. Dizia que não ia ao café por um bocadinho de líquido numa chávena! Nunca foi mulher de expressar sentimentos, mas podíamos perceber o amor que nos tinha.
Comecei a sentir-me chegada a ela já na idade adulta pois, embora estivesse com ela frequentemente, como só a via de visita, não tínhamos uma relação muito próxima. Não me lembro quando nos aproximamos, mas lembro-me das nossas idas ao feira nova, das nossas conversas e dos seus desabafos, das idas à santa casa para mais um exame.
O primeiro momento de cumplicidade que me recordo foi num dia 1 de Novembro em que, no final das castanhas, fomos dar a tradicional volta ao cemitério (só eu e ela) e encontramos uma senhora, que nos perseguiu o tempo todo com um discurso repetitivo e começava sempre com "ó Sra. Ólinda"! A minha avó e eu bem tentávamos despistar a senhora mas, persistência não lhe faltava, e acabamos por nos render. Eu rendi-me às gargalhadas da minha avó que nunca mais se repetiram, ao pé de mim, daquela forma. Foi um óptimo momento com a minha avó Linda...
Tenho saudades do seu leite-creme, que "não tinha nada que saber" mas ninguém o faz como ela, e tenho saudades das suas batatas cozidas com grelos e chouriça farinheira, que costumo fazer à procura daquele sabor e não o encontro.
No meu aniversário, a menina mais especial na minha vida, a Sara Luís, ofereceu-me de presente um tesouro em forma de livro!
O livro é do autor/ilustrador Luís Silva e intitula-se "O livro da avó".
É uma pequena história sobre uma avó, a do autor, mas que em muito se assemelha à minha, embora a minha avó tenha sido a melhor do mundo.
Já começam a passar muitos anos e muitas vezes me apetece gritar bem alto:
"Avó Linda, fazes-me falta."
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