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Não sou apreciadora de circo!
Na televisão nem perco tempo. Ao vivo, confesso que estou ansiosa que chegue o verão, para levar a minha filha a conhecer uma magia circense que a mim nunca me convenceu.
Quando era pequena, lembro-me das vezes que fui ao circo porque coincidia com as férias de uns tios meus emigrados em França e em dois anos consecutivos, o meu tio levou-me ao circo. São as únicas vezes em que penso "bem" do circo!
Lembro-me do número típico dos palhaços, o rico e o pobre, e do pobre fazer a graçola de pôr as pessoas a "cheirar a flor". O meu tio foi um dos contemplados e recordo-me de não ter ficado muito agradado com a brincadeira.
O meu tio partiu ontem! Não falava com ele há mais ou menos dez anos. Desde há muito tempo que tinha uma saúde muito debilitada e pelo que sei, sofreu muito e imagino que ainda mais para uma pessoa que não gostava de depender de ninguém.
Nunca me identifquei com ele, mas confesso que a partir de uma determinada altura na minha vida, deixei de o tentar.
Nenhuma vez parei para pensar se devia ter agido de outra forma, o tempo passou e ele partiu.
Não sei se alguma vez sentirei falta de uma despedida, por isso deixo no sótão este post disfarçado de um tema, mas que quer ser uma despedida.